Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

12 de junho de 2011

Dia dos Namorados


Hoje é o dia em que o namoro vale a pena. Hoje pra quem beija a mesma pessoa sempre tem presente. O dia dos namorados é mais uma data comercial do nosso calendário capitalista, afinal só se namora no dia 12 de junho, não é? Bem, para o comércio essa ideia é bem aceitável, desde que as vendas superem os dias normais, já que todo mundo namora, todo mundo gasta.

Veja bem, acordo cedo e peço uma farta cesta de café da manhã para o meu amor, R$100,00; uma mensagem no telefone não sai por menos de R$5,00; aquele buquê de flores para fazê-la suspirar arranca do bolso cerca de R$80,00; e ainda estamos de manhã. Vem o almoço, e a fatia mínima é de R$100,00; se o vinho for nacional. Depois de saciar o estômago, um passeio pela orla ou parque da cidade e mais uns trocados se vão com guloseimas e afins. A noite chega e com ela as maquininhas de débito. O jantar promete, e não é qualquer feijão com arroz, não. Jantar de dia dos namorados deve ser em um bom restaurante, afinal devemos impressionar, fingir pelo menos uma vez por ano que podemos esbanjar tanto. Ah, a grande entrada, um belo prato principal, um bom cabernet sauvignon e aquela sobremesa de fazer a boca salivar... fazem a conta bancária esvaziar quando a senha é digitada na máquina do cartão. E lá se vão mais uns R$200,00. Que tal um cineminha? Mais R$40,00 fácil. Um barzinho a meia-luz, com voz e violão? No mínimo R$50,00. E claro, finalizar a noite numa bela suíte de motel. Suíte, porque quarto vagabundo é para os dias comuns, hoje é dia dos namorados e, para valer mesmo a pena, tem que ter banheira com hidromassagem, piscina térmica e sauna, no mínimo. Quanto? Bem, já que essa é realmente a parte que interessa, R$350,00 pelo pernoite, está bem pago. E ainda tem o presente, que pode variar de R$100,00 a R$1000,00... ufa!!!

No dia seguinte, ela tem certeza de que tudo foi válido e o dia dos namorados foi perfeito, o olhar apaixonado, o sorriso no rosto, a certeza de que a escolha foi certa e o amor durará a vida inteira. Por outro lado, você, amigo, agradece fervorosamente a todas as divindades conhecidas e desconhecidas por ser apenas um o dia dos namorados, porque, caso contrário, poderia se chamar o dia dos endividados.

Bem, um feliz dia dos endivida... quer dizer, namorados para todos.


Alberto da Cruz

17 de maio de 2011

Intermitência: a separação dói

O casamento é mesmo uma instituição falida?

É possível sobreviver a uma separação sem guardar mágoas e ressentimentos? Quem pode entender o que se passa na mente dos homens e das mulheres quando estão absorvidos pela ira, no calor da última discussão?

Em intermitência, o autor nos convida a assistir, como espectadores diretos, à ultima noite de Almira e Roberto como casados. Uma noite em que são expostos os problemas que minaram a relação amorosa dos dois, antes apaixonados, agora inimigos.

Pior que o fim da relação são os segredos revelados, os diversos erros cometidos no passado e o estrago que causam no presente.

A porta está aberta.

"Esta vida é mesmo uma droga. O que eu faço? Se fosse fácil dizer o que me sufoca, já teria dito, mas não é nada fácil mexer nesta ferida mal-cicatrizada. O que eu ganho? O que ele ganha? Todos nós perdemos!"

Impresso
R$ 33,46

Autor: Alberto da Cruz
Tema:
Literatura Nacional
Palavras-chave: amor, separação, sexo
Número de páginas: 138
Peso: 228 gramas
Edição: 2(2010)
ISBN: 978-85-7794-109-4
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.